Segurar o lápis, recortar com a tesoura, pintar com o pincel. Para muitas crianças, essas tarefas do dia a dia escolar exigem um esforço que nem sempre aparece à primeira vista. Em crianças autistas que apresentam dificuldades motoras, a força e o controle das mãos podem fazer diferença na participação em sala de aula.
Na Florá, o Dr. Bruno Jacobsen, PhD pela University of California, Davis (EUA), doutor em Ciências Fisiológicas pela UFES e especialista em Psicomotricidade, utiliza exercícios de preensão manual como parte de um trabalho que busca fortalecer as mãos da criança e ampliar suas possibilidades de autonomia.
O que é o exercício de preensão manual
O exercício de preensão manual, também chamado de hand grip, usa um pequeno aparelho com mola que a criança aperta e solta. A resistência da mola fortalece os músculos que dobram os dedos e trabalha a força e a resistência da pegada.
Os músculos estabilizadores do punho também participam do movimento. Ou seja, não é só a mão que trabalha: o punho precisa se manter firme e alinhado para que a força chegue aos dedos.
Por que fortalecer as mãos da criança ajuda na escola
Para crianças que apresentam dificuldades nessas funções, o exercício pode complementar a preparação para demandas escolares, como segurar o lápis, manipular a tesoura e utilizar pincéis.
Segundo o Dr. Bruno Jacobsen, o fortalecimento faz mais sentido quando vem associado à prática de escrita, recorte e pintura. Juntos, esses estímulos integram um trabalho que combina força, coordenação fina e controle da pressão sobre os objetos.
Cada detalhe é ajustado para cada criança
Pequenas mudanças no exercício fazem diferença. Posicionar a mola para cima ou para baixo modifica o encaixe na mão e pode alterar a distribuição do esforço entre os dedos, conforme o aparelho e a anatomia da mão de cada criança, sem isolar músculos específicos.
A resistência também é individualizada. A prioridade não é apertar com mais força, e sim manter o punho alinhado e ter controle ao apertar e ao soltar.
Quando conversar com um profissional
Alguns sinais do cotidiano merecem atenção: a criança cansa rápido ao escrever, aperta o lápis com força demais ou de menos, evita atividades de recorte e pintura ou tem dificuldade para abrir potes e fechar botões.
Esses sinais não indicam um diagnóstico, mas podem ser um bom motivo para buscar uma avaliação. Na Florá, o trabalho de exercício terapêutico infantil conduzido pelo Dr. Bruno Jacobsen integra o cuidado multiprofissional e é planejado de acordo com as necessidades de cada criança.
Perguntas Frequentes (FAQ)
O exercício de preensão substitui a prática de escrita?
Não. Ele complementa o trabalho. O fortalecimento faz mais sentido quando vem junto com atividades de escrita, recorte e pintura, que ensinam a criança a usar essa força com controle.
Posso comprar um aparelho para fazer em casa?
Antes, converse com o profissional que acompanha a criança. A resistência e a posição da mola precisam ser ajustadas para cada mão, priorizando o alinhamento do punho e o controle do movimento.
Na Florá, cada movimento tem um propósito. Se você tem dúvidas sobre o desenvolvimento motor do seu filho, fale com a nossa equipe pelo WhatsApp. Vamos conversar sobre o desenvolvimento do seu filho?
